Domingo, 16 de Junho de 2024
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MPF denuncia 4 pessoas pela morte de Marielle

Acusação oferecida ao Supremo Tribunal Federal também aponta a prática de organização criminosa

09/05/2024 às 22h28 Atualizada em 15/05/2024 às 19h04
Por: Da Redação Fonte: Ascom MPF
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Vereadora e o motorista Anderson foram mortos em março de 2018
Vereadora e o motorista Anderson foram mortos em março de 2018

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) quatro pessoas pelo homicídio da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves. São eles: o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro Domingos Inácio Brazão, o deputado federal João Francisco Inácio Brazão, Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior e Ronald Paulo de Alves Pereira.

Além disso, Domingos Inácio Brazão, João Francisco Inácio Brazão e Robson Calixto Fonseca foram denunciados por organização criminosa, conforme previsto no art. 2º, §2º, da Lei n. 12.850/13.

Na denúncia, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, pede ainda indenização aos familiares das vítimas a título de danos morais e materiais sofridos em decorrência dos crimes.

Inquérito - As investigações apontam que os irmãos Brazão formaram alianças com diferentes grupos de milícia que se encontram em atividade no município do Rio de Janeiro desde o início dos anos 2000, notadamente nas regiões de Jacarepaguá, Rio das Pedras e Oswaldo Cruz. O objetivo era criar redutos eleitorais nas áreas por eles controladas e explorar atividades imobiliárias ilegalmente, por meio de práticas de “grilagem” e com o uso do poderio informal das milícias.

A denúncia descreve que os irmãos constituíram sociedades empresariais com milicianos e mantiveram pessoas de sua confiança em cargos em comissão na Assembleia Legislativa e no Tribunal de Contas do Estado.

A atuação política da vereadora Marielle Franco, ainda na qualidade de assessora de deputado estadual do PSOL, foi de encontro aos anseios dos irmãos Brazão. As divergências sobre as políticas urbanísticas e habitacionais teriam sido o estopim para determinar a execução da vereadora.

 

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