Domingo, 16 de Junho de 2024
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Brasil registra mais de 45 mil casos de covid-19

O Infogripe Fiocruz mostra crescimento no período entre 11 e 17 de fevereiro, dos diagnósticos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, associados à covid-19 em regiões específicas do país.

26/02/2024 às 22h23 Atualizada em 26/02/2024 às 22h27
Por: Da Redação Fonte: Agência Brasil
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Mas a vacina contra a doença ainda está disponível nos postos bde saúde
Mas a vacina contra a doença ainda está disponível nos postos bde saúde

O Brasil registrou mais de 45 mil casos de covid entre os dias 11 e 17 de fevereiro. É o maior número de casos na comparação entre as semanas epidemiológicas de 2024. Quase 200 pessoas morreram por causa da doença somente este ano, de acordo com o painel de casos do Ministério da Saúde.

O último boletim Infogripe Fiocruz também mostrou que os diagnósticos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, associados à covid, aumentaram principalmente na região Sudeste e Centro-Oeste.

No Rio de Janeiro, por exemplo, na primeira semana epidemiológica do ano 10,5% testes de antígeno realizados na rede pública tiveram resultados positivos. Já na semana 7, de 11/02 a 17/02, a taxa de positividade subiu para quase 30%, passando de 43% entre os testes do tipo RT-PCR.

O coordenador do Infogripe, Marcelo Gomes, avalia que os aumentos podem fazer parte dos ciclos de picos da doença em diferentes regiões, mas também podem refletir a maior circulação das pessoas nas festas de fim de ano e carnaval.

“A gente tem o Norte já diminuindo, encerrando seu ciclo, mas o centro-sul voltando a apresentar um aumento. E aí pode ser, eventualmente, até a própria questão de que essa região centro-sul do país oi justamente a primeira a iniciar o ciclo, lá em setembro do ano passado. Então, já se vão alguns meses desde o último pico, desde o último ciclo de aumento da covid. E também, obviamente, a própria questão da grande circulação de pessoas na virada do ano e a questão do carnaval”, avalia.

O pesquisador reforça que a primeira recomendação para conter o aumento de casos continua sendo a vacinação, que previne os quadros graves.

“Quando a gente pensa em internações, em mortes, a bivalente continua sendo eficaz. O que a gente tem disponível no Brasil continua dando conta do recado pra diminuir o risco de agravamento. Então, é fundamental que a população esteja em dia. E aí lembrar, especialmente, que são os grupos de risco, que agora a gente tem uma convocação, uma recomendação para reforços anuais, que façam esses reforços quando chegar a hora”, salienta.

Marcelo Gomes também afirma que a população deve voltar a recorrer a outras ferramentas para ajudar a diminuir a circulação do vírus, como o uso de boas máscaras, principalmente pelas pessoas que são do grupo de risco e em locais como transporte público.

O Ministério da Saúde também recomenda a vacinação como melhor forma de proteção contra a covid e recomenda que a população reforce o uso de máscaras em ambientes de maior risco.

A partir deste ano, a imunização contra a Covid foi incluída no Calendário Nacional de Vacinação das crianças de 6 meses a menores de 5 anos. Grupos prioritários a partir de 5 anos e com maior vulnerabilidade ou condição que aumenta o risco para formas graves da doença têm indicação de dose anual. Já pessoas com 60 anos ou mais, imunocomprometidos, gestantes e lactantes, devem tomar uma dose semestral.

 

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